DocLisboa2008 Report
Olá pessoal!

Eu sei, estou totalmente atrasado, já devia ter escrito o artigo sobre o doclisboa2008 à muito tempo e tal…por isso e tudo o mais, peço desculpa.
Em relação ao doclisboa, tenho de anunciar que foi um dos maiores festivais de cinema a que já assisti. As minhas expectativas (e as do público em geral) foram totalmente ultrapassadas: desde a enorme afluência de público de todas as idades, à quantidade e, principalmente, qualidade dos filmes.
Dando uma rápida revisão ao programa, não eram poucos os filmes que se marcavam para ver, mercê da variedade de temas abordados, para todos os gostos e feitios. Apesar de ter andado durante umas semanas como se tivesse à procura de emprego, a fazer marcas circulares à volta de propostas nos classificados do correio da manhã ou similar, acabei por não poder ir ver todos os que queria. Ora pela minha disponibilidade, ora pelos vários filmes que já tinham salas esgotadas ainda antes do festival começar (ena ena, afinal ainda há público interessado em bom cinema em Portugal!) De qualquer forma ainda consegui ver para cima duma dúzia (o press pass também ajudou xD).
Tendo ficado eu incumbido da árdua tarefa de fazer uma espécie de report sobre o festival, nomeio aqui o meu top5 dos filmes do festival. Para isto não ficar muito grande, se calhar o melhor é deixar o link para uma crítica mais alargada que escrevi no blog do Núcleo de Cinema do IST (essa bela infraestrutura de pensamento livre). Então aqui vai:
1) Red Race – um retrato fiel à dura vida das crianças chinesas obrigadas a praticar ginástica numa frenética jornada para o triunfo da China nos Jogos Olímpicos, com todos os seus desgostos, inocências e obstáculos. Uma ode à infância mal vivida e a tantas crianças espezinhadas por um “objectivo de estado”…
http://cinemaparaist.blogspot.com/2008/10/red-race-infncia.html
2) Black Tears – uma viagem ao universo da música cubana, na companhia duma banda de velhotes que mostram com toda a sua humildade e simplicidade o seu modo de vida.
http://cinemaparaist.blogspot.com/2008/10/black-tears-um-retrato-de-uma-boysband.html
3) Blind Loves – porque o amor não escolhe idades nem condicionantes, este filme conta a vida de diversos casais de pessoas cegas e suas formas inocentes de ver as relações (sem as futilidades e falsidades da sociedade pós-miss world contest)
http://cinemaparaist.blogspot.com/2008/10/blind-loves-histrias-de-amor.html
4) O Meu Amigo Mike Ao Trabalho – uma obra que mostra a transversalidade que a arte pode ter: um pintor cria um quadro enquanto o realizador filma o processo de criação. Genial a forma como o quadro é criado em profunda intimidade com a câmara de Fernando Lopes.
http://cinemaparaist.blogspot.com/2008/10/o-meu-amigo-mike-ao-trabalho.html
5) My Enemy’s Enemy – Apesar do conservadorismo na forma como está filmado, é um óptimo documentário histórico sobre um dos maiores carniceiros da história da humanidade, e de como o ocidente o usou após a 2º Guerra Mundial para atingir os seus objectivos, esquecendo-se do contributo dele para o Holocausto.
http://cinemaparaist.blogspot.com/2008/10/my-enemys-enemy.html
Até para o ano, doclisboa! Bem haja e bons filmes!
PS: não se esqueçam que agora em Novembro vai começar o festival de cinema do estoril, com homenagens ao Tim Burton, Bernardo Bertolucci e Paul Newman.
Tags: cinema documental, doclisboa, várias coisas giras em formato cinema
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