Abrindo as Hostes – Onde caiu o Peter Pan!?

De modo algum julgo juntar, a este já justamente imposto decreto, o que se refere ao “grand finale” destas férias Dummies. Portanto, jovialmente, junto-me aos demais artigos.

Sem imagens, descolorido e realmente aborrecido…

…confundido por divagar sobres as questões que, por serem valorizadas “a priori”, as categorizei de importantes, reformulei o que interpreto simplificadamente como “ser”. Refiro-me à metafísica que antes abalada, por um conjunto de necessidades práticas que no meu entender identifico como sentimentos (em geral), redefiniram uma organização já restrita a uma outra metafísica, a dos práticos. E prolonguei assim o cárcere que me mantém cativo…

Se por um lado é cómodo aplicar à vida a razão prática que associamos, de modo comum, à existência, é por outro arriscado, quando o preconceito é o valor da verdade, uma verdade dependente apenas onde não tem, em absoluto, liberdade para desfrutar.

Sugiro portanto uma nova metafísica, que por sua vez se entende pelo conjunto de três outras. A primeira, coincide com o já conhecido método científico, composto por três princípios, um racional, um experimental e um outro que reflecte sobre ambos, tomando-os como hipóteses. A segunda, uma metafísica lírica, uma metafísica tão caótica quanto as sensações, mas que exprime a Humanidade por detrás da forma, a face por detrás do pensamento do consequente. A terceira, e, apartado desta exposição – a minha favorita – deve à segunda a sua génese, e entenda-se como um princípio de separação das metafísicas. Admitindo este terceiro princípio como válido, não pretendo teorizar sobre a validade da categorização no estudo da alma, mas sim, tendo como referência a necessidade prática já referida, organizar as duas primeiras metafísicas, separando-as parcialmente do que chamamos de opções pessoais.

A extensão dessa separação é então função de uma interpretação do que exprime a segundo metafísica ao sujeito, interpretado se possível à luz da primeira.

Hui, beleza esta filosofia! Poderia estar perfeitamente a dizer que levei há semanas uma tampa e ainda me estou a recompor… Assim fica mais bonito, sem dúvida!

Certo, neste Verão, fui ver Wall-E (haha) ao cinema, Sclavis e Khun ao centro cultural das Caldas da Rainha. Entreguei-me à prática da equitação, bem como da música. Assisti a lançamentos de livros. Fiz praia com fartura e li, porque ler é, quanto a mim, e ainda, o mais estimulante e eficaz método para saber. Fui a “Terra do Nunca e Voltei”, e desejei lá voltar, bem como desejei nunca lá ter ido, e daí criei a síntese…

E pensei… pensei sobre a vida e o pensamento, defini prioridades e revalidei ideais, porque é preciso pensar, e tempo… Se todos pensassem, construiríamos talvez um mundo melhor. Mas o talvez não chega! Queremos mais, a reconhecemo-lo como direito. Talvez possamos criar um dia uma sociedade verdadeiramente social. Talvez!?

Foram umas belas férias, a vida é bela, tanto quanto é belo ser Dummy neste mundo potencialmente maravilhoso. E surpresa… somos quatro!

Despeço-me esperançoso…

(Nota: Restringi o texto a uma explicação geral, a pormenorização das ideias ocuparia, com certeza, mais espaço… háhá)

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One Comment on “Abrindo as Hostes – Onde caiu o Peter Pan!?”

  1. mljeronimo Says:

    “uma metafísica lírica, uma metafísica tão caótica quanto as sensações, mas que exprime a Humanidade por detrás da forma, a face por detrás do pensamento do consequente.” -> muito bom!

    partindo do pressuposto de que “pensar sempre positivo” é a melhor forma de levar a nossa existência (o que para além de ser um óptimo cliché a ser usado em qualquer programa de tvi à tarde com entrevistas da talentosa júlia pinheiro a desgraçados e infelizes, pode ser também um válido lema a praticar no quotidiano), vê o lado positivo da tampa, nem todos conseguiriam ter uma reacção tão efusiva intelectualmente como tu estás a ter! parabéns, abraço


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