Dressage, uma arte!?
Antes de mais, “…um bom dia meus caros dummies.”, a rotina traz-me novamente ao encontro de um novo tema. A dificuldade em encontrar temas para esta semana, revelou-se particularmente difícil, os trabalhos que se desenvolvem semanalmente nem sempre estão de acordo com os que este “blog” pressupõe. No entanto cá vão as definições:
O Dressage, ou Ensino, como é tratado no meio, é uma arte equestre, que pretende o ensino do cavalo nos mais variados exercícios requeridos em prova, na qual o cavaleiro terá de os executar com a maior amplitude de movimentos e expressão, flexibilidade e ligação ao cavalo.
Ora bem, esta foi uma definição um pouco geral, passarei a explicar. O dressage nasceu na Grécia antiga, com a necessidade de formar cavalos para o exército, o que obrigava a existência de uma garantia de controlo dos cavalos, deste modo, os “picadores” se aperceberam dos conceitos que teriam de ser aplicados no desenvolvimento das aptidões físicas e psicológicas dos cavalos, tais como a regularidade e sequência no ensino e o desenvolvimento dos andamentos, bem como o equilíbrio, tanto do cavalo como do cavaleiro.
Não é difícil imaginar a evolução dos conceitos da boa equitação no dressage se colocarmos em análise o desenvolvimento físico do cavalo ao lado do desenvolvimento desportivo do Homem, veremos claramente que as ideias são análogas e baseiam-se, inicialmente na experiência, e com o evoluir dos tempos em tecnologias desenvolvidas, não só ao nível da computação, mas também com “sistemas de rédeas” e métodos de trabalho que pela sensibilidade do instrutor visam o desejado desenvolvimento do cavalo.
Existe uma grande diferença entre a preparação do cavalo de dressage e a sua prestação em prova, em prova, o cavalo e cavaleiro (conjunto) devem demonstrar-se calmos, e unidos no movimento, os movimentos do cavaleiro devem ser o máximo imperceptíveis e os movimentos do cavalo o mais amplos, ritmados, equilibrados, “para diante”, e precisos, de modo a que o conjunto cumpra os exercícios pretendidos pelo nível da prova, que vão desde círculos e transições, a passagens de mão a tempo e piruetas a galope, entre muitos outros. Em trabalho ou preparação, o cavaleiro pode dar-se ao “luxo” de executar movimentos mais bruscos, ou de executar exercícios fora da ordem da prova, ou mesmo de executar exercícios diferentes da prova de modo a melhorar a prestação noutros exercícios, é o exemplo das “cabeças ao muro” ou “espáduas a dentro”, no entanto, os métodos de trabalho visam sempre a perfeição que se pretende em prova portanto nunca se pode o cavaleiro desviar do objectivo.
Perante uma descrição tão técnica, parece-nos certo refutar a palavra “arte” associada à equitação, no entanto, é a sensibilidade do cavaleiro e equitador e a sua interpretação do cavalo como um sistema, em termos psicológicos e físicos, que permite o funcionamento e validade desta modalidade cheia de “glamour”, e portanto a demonstração de perfeição e elegância que o cavalo já possui e na qual o Homem tenta dar uma ajuda.
Humm… interessante… tenho que experimentar!!!
Ainda bem que pensam assim, se tiverem dúvidas, comentem, uma vez que o artigo está num “blog”, há muitos conceitos que não expliquei. Um grande abraço,
Eduardo Charters Morais.
p.s: Aqui vão uns “link”es para vos esclarecer em alguns pontos: www.lusodressage.com/apd.asp, www.equitação.com ou ainda www.fep.pt
Tags: cavaleiro, cavalo, dressage, equitação, equitador, galope, passo, picador, trote
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