Sweeney Todd

Sweeney Todd – “The Demon Barber of Fleet Street”

Antes de mais as minhas saudações e mais sinceras desculpas pelo atraso no meu post, a época de exames é a mais temível saga escolar, expressão do mais sincero horror do imaginário estudantil, é fel, que ameaça, sedento de vingança, a mais pura alma… note-se que a sua “vingança” resulta em reprovação à cadeira… bela metáfora – se me permitem… Adiante e directo ao assunto!!!

É com a mais profunda alegria que recebemos no mercado cinematográfico a mais recente obra de Tim Burton (para quem não conhece, o realizador da triologia “Pirates of Caribbean” ou o meu homólogo “Edward Scissorhands”), “Sweeney Todd”.

Descrição:

“Sweeney Todd – The demon barber of fleet street” é um reconhecido musical da Broadway (figura 1) cujo enredo se desenvolve na Inglaterra do séc. XIX, plena “Revolução Industrial”, crise social e portanto de valores (para os mais distraídos nas aulas de história), obra realizada por Stephen Sondheim. Sweeney Todd / Benjamim Barker (Johnny Depp) e acaba de regressar a Londres, de um exílio de 15 anos decretado pelo corrupto Juiz Tupin (Alan Rickman) que por abuso de poder afastou Benjamim da sua mulher, Lucy Barker (Helena Bonham Carter), e filha, Johanna (Jayne Wisener). Sweeney Todd encontra-se sedento de vingança e aliado a Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter) procura a confiança do Juiz Tupin para materializar o seu desejo.

Em Análise:

Paradigmático!? Sem dúvida! Não é comum em cinema um drama tão característico e ao jeito inglês, que junte o humor sarcástico e o drama num “saco” repleto de ironia. E porquê ironia? Porque o “destino” é efémero, e a luta contínua pela sobrevivência dos nossos sentimentos é auto-destrutiva. O desejo obsessivo de vingança afastou Todd da possibilidade de se aperceber da mentira de Mrs. Lovett e assim recompor a sua vida junto de Lucy. Ao longo do filme, o espectador torna-se cúmplice de Todd, por solidariedade para com os desastres da sua vida, banalizando o efeito da morte dos clientes da barbearia, esta perspectiva é uma constante, mesmo quando Todd descobre a traição de Mrs. Lovett e que assassinou a própria mulher. Todd não encontra senão sofrimento, por quem o ama, por quem o odeia, mesmo que o sentido de resolução da obsessão de Todd termine com a sua morte fica o sentimento de injustiça, porque Todd é vítima pela felicidade que já sentira e da obsessão que criara.

Johnny Depp Irrepreensível:

Um claro sucesso de Tim Burton, e mais uma demonstração da versatilidade de Johnny Depp, que junta ao seu extenso currículo um personagem sombrio – talvez ao jeito de “Edward Scissorhands” – e claro, o desenvolvimento de um musical. Ao longo da sua carreira Johnny Depp correu da comédia, melodrama, passando pelos Thrillers (“Pirates of Caribbean”, “Secret Window”), sem dúvida mais uma vitória para um dos, actualmente, mais mediáticos actores de Hollywood.

Bwahahaha… Muito Resumidamente, aconselho mesmo é a ver o filme, na verdade, já o fiz três vezes, porque é claro, a descrição que escrevi resume-se ao início da saga de Todd e a análise, é sempre subjectiva.

Site Oficial: www.sweeneytoddmovie.com

Link IMDB: www.imdb.com/title/tt0408236/

Cumprimentos Dummies…e claro VEJAM O FILME!!!

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One Comment on “Sweeney Todd”

  1. Abreu Says:

    O ambiente criado com a revolução industrial tem eterna ressonância em nosso imaginário, pois vivamos, talvez, ainda, sob as mesmas bases econômicas e sociais com novos contornos estéticos e ideológicos.


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