Pink Floyd – Dark Side of the Moon

Pois bem estava eu aqui nos meus estudos, e como bom “novo” apreciador de música que sou, decidi pesquisar um pouco na minha curta pasta de álbuns quando deparei-me com uma obra prima que já não ouvia há algum tempo (ou pelo menos já não ouvia do principio ao fim): falo-vos de um dos melhores álbuns de todos os tempos e o que é considerado o melhor álbum de Pink Floyd, Dark Side of the Moon.

Este é dos poucos álbuns que não consigo ouvir até à exaustão. Primeiro, porque confesso, lhe tenho respeito, por isso não o coloco a tocar repetidamente. E segundo, porque tal é a qualidade do álbum, como alguém consegue cansar-se!? Neste álbum estão presentes algumas das músicas que marcaram o séc XX e que continuam a marcar o séc XXI, falo-vos de:

  • Breathe - para mim “a” música deste álbum! Tão simples e tão maravilhosa ao mesmo tempo, é de uma qualidade acima da média que nos deixa arrebatados. A letra e o seu significado (tão subtil) deixam-nos a reflectir misteriosamente sobre as suas palavras.
  • Time – A primeira referência sobre experiência humana no álbum, o famoso Carpe Diem, aproveitem o dia! A nossa existência é passageira, somos um ponto na linha temporal … A letra relembra-nos, por vezes de forma feroz (com as palavras “death” distintamente pronunciadas). Os relógios no inicio da música ficam no nosso pensamento após reflexão … enjoy the day!
  • The Great Gig In The Sky – como é possível ficar completamente extasiado por uma só música!? Parece que viajo na minha mente sem destino, e sinceramente não quero saber de paragem … Brilhante, genial, maravilhosa! É difícil explicar os sentimentos que passam por mim quando ouço esta música … e pensar que teve quase a ficar fora do álbum! A maravilhosa voz feminina deixa-me completamente absorvido e ausente de tudo. Tema desta canção “sem voz”? A morte … ouçam e reflictam (se é se conseguirem formar um pensamento razoável …)
  • Money – Quem não conhece este hino de revolta contra o materialismo!? Uma critica a uma sociedade (ainda actual) na forma de maravilhosa e estupenda arte! Os acordes de guitarras ouvidos são de uma suavidade e firmeza únicas apenas como alguns conseguem fazer, a força nas palavras, a sonoridade, tudo é como magia, está lá, mas não se nota … Não tentem descobrir, aproveitem!

Este álbum não se fica por estas (lá está) 4 músicas, mas contém um completo ensinamento de boa música. Não é por acaso que é considerado fronteira entre o clássico rock blues e a música electronica!
Ao principio foi-me difícil descrever os extraordinários sons de Dark Side of the Moon. Depois de voltas e voltas decidi escrever as descrições que fiz das músicas, exactamente ao mesmo tempo que ouvia a dita cuja …  sem pausas, sem hesitações … talvez assim tenha conseguido extrair o que circulava dentro de mim…
A titulo de curiosidade falo-vos do, repetidamente negado pela banda, rumor entre a relação entre este álbum e o filme Feiticeiro de Oz de 1939. E referido (e comprovado por mim) que este álbum, quando tocado ao mesmo tempo que o filme, têm referências à acção do filme (tal como no exacto momento do inicio da música Money, Dorothy coloca o pé no mundo de fantasia). Se quiserem saber mais sobre esta curiosidade podem ler neste link: http://en.wikipedia.org/wiki/Dark_Side_of_the_Rainbow

E porque a Internet é amiga, aqui têm o filme, apenas com o som do álbum.

Até à próxima!

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2 Comments on “Pink Floyd – Dark Side of the Moon”

  1. jerónimo Says:

    MUITO BOM!!! Não podia deixar de acrescentar que o crescendo da música “The Great Gig In The Sky” acontece quando o tornado assola a aldeia, e a música só volta a acalmar quando a Dorothy consegue fugir aos ventos: entra em casa, deita-se na cama, e começa a sonhar o impossível. Ao longo dessa viagem, testemunha alucinações várias pela janela do seu próprio quarto, o mundo a atravessar-se lhe à frente enquanto ela permanece impávida na cama. É através desta “evolução” (da humanidade?) que o filme passa a cores e começa a tocar a Money, que como disseste é uma crítica feroz à sociedade consumista (resultado da tal “evolução” da humanidade?). Esta é para mim uma das genialidade do álbum, e um dos resultados mais importantes da tal junção entre álbum e filme, que claramente foi realizada com um propósito. Deixo só mais um exemplo desse propósito, essa crítica a todos nós…

    Quando Dorothy encontra o robot (mais uma analogia à tal “evolução”), este diz-lhe que os seus criadores esqueceram-se de lhe dar um coração (porque será?…) e ela encosta o ouvido ao peito do robot para tentar escutar a falta de coração, e é neste momento que a música Eclipse termina com os sons de batidas de coração humanas. Para mim, são os Pink Floyd a dar o que faltava ao robot, a dar o que falta muitas vezes à humanidade. Falta dizer que a letra desta música (que por alguma razão é a que finaliza o disco) é toda ela uma ode a essa “evolução”, e termina com um “está tudo bem debaixo do sol, mas o sol é eclipsado pela lua”. Uma “Lua” que nos continuará a sobrevoar…(cada um toma a sua interpretação sobre ela) Abraço.

    “All that you touch
    All that you see
    All that you taste
    All you feel
    All that you love
    All that you hate
    All you distrust
    All you save.
    All that you give
    All that you deal
    All that you buy,
    Beg, borrow or steal.
    All you create
    All you destroy
    All that you do
    All that you say.
    All that you eat
    everyone you meet
    All that you slight
    Everyone you fight.
    All that is now
    All that is gone
    All that’s to come
    And everything under the sun is in tune
    But the sun is eclipsed by the moon.”

  2. João Loff Says:

    Excelente comentário, concordo com a a ideia de evolução e a conclusão feita pelo Eclipse! É uma música conclusiva que traz ao de cima o que o album têm, talvez em jeito de resumo da lição …
    As ligações com Wizard of Oz são absolutamente geniais … tendo em conta a própria mensagem da história do filme, as lições que nos são dadas por Dark Side of The Moon encaixam-se na perfeição a todas as acções do filme!
    Querem digam que sim ou que não, quer seja verdade ou pura coincidência Dark Side of the Rainbow é dos acontecimentos mais espectaculares que já tive oportunidade de ver e ouvir! É o arte no seu melhor!

    Obrigado


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