The Future Is Unwritten

Posted Junho 16, 2008 by mljeronimo
Categories: Cinema, Música

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Olá a todos, desde já quero cumprimentar a malta cá do blog e agradecer o convite, um grande bem haja a todos!

Deixo-vos como destaque desta semana, uma pérola para quem gosta de rock’n'roll, o documentário sobre o lendário líder dos The Clash, Joe Strummer. Esta é mais uma deliciosa adição à já extensa lista de filmes e/ou documentários sobre nomes inquestionáveis da música, febre que nos tem deleitado os ouvidos recentemente (Rolling Stones em “Shine a Light” de Martin Scorcese, Joy Division em “Control” de Anton Corbijn, Bob Dylan em “I’m Not There” de Todd Haynes, só para citar alguns). Este “Joe Strummer – The Future Is Unwritten”, em português, “A Alma dos The Clash”, é um registo exploratório, não só da carreira, mas principalmente da vida por detrás do sucesso do pai do punk-rock.

Percorrendo cronologicamente todas as suas fases, desde a infância disfuncional e a juventude hippie, até ao apogeu do sucesso e o declínio incompreendido, são 123 minutos alternando entre a urgência da sua música e o carinho com que os que o conheciam o retratam, importante para ajudar a desconstruir um personagem e construir um homem, focado em ideais e motivos, preocupado em soar genuíno e como a fama poderia afectar essa genuidade. Todo o background que o levou até aos The Clash é mostrado: a mudança repentina de condição de menino rico, filho de diplomata e bem vestido, para líder de gang num colégio; a decisão precoce de viver apenas da música (sem saber sequer tocá-la) e o facto de se ter mudado com uma série de hippies alucinados para uma das muitas casas desocupadas de Londres. Isto em plena época de motins anti-governamentais e anti-trabalho, exactamente as correntes de pensamento de Joe. Era a época perfeita para o despontar do punk: a cada vez mais forte força contra a monarquia (Sex Pistols no comando) e o som inovador vindo dos EUA pelos Ramones, tudo mexido e agitado num cocktail ácido que ele deu início com a banda 101′ers. Banda de mediano sucesso, mais preocupada em destabilizar do que se fazer ouvir, depressa deu aso a voos mais altos: Joe Strummer desmantela o grupo e cria os The Clash, um misto de punk com influências de reggae e rockabilly, letras revolucionárias e uma energia em estado puro, tudo admnistrado com umas boas doses de lsd e vontade de contrariar preconceitos (por exemplo, a “White Riot” é um apelo aos jovens brancos para ingressarem em movimentos da comunidade negra). Por fim, são revelados alguns pormenores da vida pós-Clash, mais familiar, mais apaziguada em termos de luta pelos ideais (mas não conformada), mas não menos activa a nível cultural (além de música para cinema, no final dos anos 90 formou os Mescaleros).

O documentário tem um andamento fluido, onde gravações de concertos e videos privados da banda se revezam com entrevistas de carácter intimista à volta da fogueira, local que juntou notáveis dos mais variados meios, desde Bono a Johnny Depp, passando por Scorcese e membros dos Red Hot Chili Peppers. Pelo meio ainda há espaço para algumas passagens +/- oportunas de filmes e cartoons (destaque para o Triunfo dos Porcos, pelo relacionamento político com a música dos The Clash), tudo arbitrado por narrações do próprio Joe Strummer no seu programa de rádio. Aliás, a sua presença, ao contrário de muitos documentários póstumos, é priveligiada do início ao fim. Os minutos finais são mesmo dedicados inteiramente à sua voz despojada de qualquer banda sonora ou ruído de fundo, numa franca declaração de amor à humanidade e, por sua vez, uma crítica à sua desumanização. Este filme esteve presente na edição deste ano do festival IndieLisboa, e está agora disponível em dvd. Porque o rock’n'roll nunca esteve tão perto de mudar o mundo. E ele bem tentou.

Podem ver o trailer aqui:

Beijinhos e abraços!

Arte e vida, quem imita quem…

Posted Junho 11, 2008 by João Loff
Categories: Arte

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Convidada a participar nesta tertúlia online; espaço aberto de pensamento, testemunho de uma geração ávida de discussão crítica, de construção de conhecimento, de verdadeira arte de pensar e pressionada/condicionada pelo ponteiro saltitante da rotina (desculpem por isso a falta de qualquer coisa!), resolvi falar-vos dum fenómeno, fase, submundo, evolução artística, etc. (escolham a designação que menos fira as vossas sensibilidades artísticas) que me sugeriu alguma reflexão numa viagem relâmpago à Big Apple.

The Metropolitan Museum of Art, NY

Num fim de tarde de Janeiro, durante uma visita revigorante ao Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque, pude experienciar a famosa “Special Exibition” que decorria: um artista norte-americano, durante um mês, estaria em exibição naquele espaço! Sim, O Artista em exibição e a palete de cores que trazia de baixo do braço para expor nas paredes do edifício era nada mais nada menos que a sua própria vida. Então, nessa noite, estava a 82th Street inundada de gente que num silêncio quase absurdo e com um ar muito intelectualizado de quem está a ver uma pintura imponente de Dali estavam a assistir em ecrã gigante (para não incomodar o artista) ao momento alto da exposição: o artista a dormir…

Isto fez-me pensar um pouco no estado da arte da nossa arte, no estado da nossa existência. Vivemos rodeados de reality shows, a versão pós-moderna da encenação da vida humana a reactualização do teatro grego (marco na história do teatro). As autobiografias e biografias são best-sellers, o voyeurismo está na berra, os paparazzi são uma espécie em franca proliferação, as revistas cor-de-rosa são uma potência, os hi5´s, os facebook´s, blogues onde tudo se sabe sobre tudo e sobre todos… A vida esquartejada em todas as suas vicissitudes existenciais (quotidiano, rotinas, mazelas, amores, desamores, casamentos e funerais…) passou a ser arte, cultura, entretenimento. A alta velocidade muita “tinta” rola por cima, por baixo e à volta da dita “banalidade do existencial”. Muito mal se fala, mas como alguém disse: “falem bem, falem mal mas falem!”

The Metropolitan Museum of Art, NY

Não há momentos que me dêem mais prazer do que aqueles retirados da calma observação dos transeuntes nas ruas de uma país estranho, num comboio, num café. Conhecemo-nos melhor a nós, aos outros e à relação com os outros, na comparação, na diferença e finalmente na introspecção. Não me parece haver qualquer tipo de banalidade no existencial…

Talvez tenhamos chegado a uma época de metamorfose onde a sede de mudança nos leva a uma exploração daquilo que procuramos insaciavelmente conhecer: o ser humano. Experimentamo-nos e expomo-nos, creio que em busca de uma nova arte que nos sirva e por isso tentamos servi-la. É a teoria do caos em acção, precisamos de um momento de ruptura para construirmos! É a verdadeira arte em acção - a arte de pensar! Por isso meus caros artistas interpretem, critiquem, discutam, pensem… e assim a arte nasce! A arte imita a vida e a vida limita a arte.

Até sempre!

Ariana Loff

Van Dog

Posted Maio 29, 2008 by furt4d0
Categories: #1, Banda Desenhada, Web

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Calhou-me a mim fazer o meu post mensal esta semana. Trago-vos Van Dog, tiras de BD de um português para os portugueses. Van Dog é o nome do cão que apadrinha três sites (VanDog.com, VanDog Blog e VDCartoons) sendo o primeiro um site de venda de objectos relacionados com o Van Dog,  segundo um blog do próprio Van Dog com artigos sobre animais abandonados para nos elucidar sobre o cruel acto de que se trata e o terceiro site com as tiras do nosso Van Dog

O Van Dog surgiu no seguimento da iniciativa de uma amiga do autor que pretendia criar uma loja virtual com coisas para pessoas que adoram cães. Assim apareceu o VanDog.com. Ao autor das tiras foi pedido que criasse uma mascote para o site que posteriormente foi adaptado para uma tira de BD, cujo trabalho o autor sempre desejara fazer.

O feedback foi de tal maneira positivo que o autor, Pilar, sentiu vontade de criar uma tira todas as semanas tendo até agora falhado uma vez. Posso dizer que o art4dummies teve a sorte de entrar em contacto com o autor a ponto de ter estas informações e foi-nos dado, em exclusivo, uma tira ainda não usada para o caso de não haver tira numa dada semana. Aí está ela:

Mas o que tem Van Dog de especial em relação a todas as outras tiras famosas que conhecemos? Bem, para além do facto de ser português (o que é de louvar certas iniciativas tão originais como esta no nosso país, uma vez que se vêem tão poucas) eu não consigo deixar de achar piada ao maldito do rafeiro. É que quase o consideraria como uma espécie de Zé Pouvinho dos cães ao alertar e ao ser mascote representante de uma causa demasiado infâme para os animais domésticos, o abandono pelos donos. Não só isso, mas também porque faz várias vezes referências à conjuntura portuguesa, não sei se em meio de critica ou apenas de piada, mas que elas estão lá, lá isso estão:

Espero sinceramente um dia ver uma destas tiras num jornal de mais leitores que o Mundo Universitário, a quem agradeço por me ter dado a saber da existência desta tira tão engraçada. Outro agradecimento vai para o autor, António Pilar, que muito graciosamente me concedeu algumas das informações que compõem este post bem como a tira exclusiva do art4dummies

Por fim, apenas avisar que o Van Dog também aparece todas as semanas na Truca e no blog “o Sorumbático“. Se os meus colegas dummies me permitirem, colocarei também um link todas as semanas para cada nova tira que saia do Van Dog aqui no nosso/vosso blog

Até à próxima, meus caros dummies

Museu do Oriente

Posted Maio 26, 2008 by sirdummiel
Categories: Arte

A necessidade mística do Homem e as Interacções Culturais

Meus caríssimos dummies, é nas tardes em que temos de trabalhar que os interesses divergem do dever, e a vontade, abraçada pela necessidade de descontracção orienta-se no sentido do que mais gostamos de fazer…

Foi numa destas tardes que decidi visitar o “Museu do Oriente”. Já tinha tomado conhecimento das exposições pelas notícias na televisão, mas foi o interesse e desconhecimento da cultura oriental que despoletaram este plano.

Quanto à organização, posso dizer-vos que o museu tem para nos oferecer três exposições temáticas, duas de carácter permanente e uma temporária, são elas: “Presença Portuguesa na Ásia” (piso 1), “Deuses da Ásia” (piso 2) e “Máscaras da Ásia” (piso 0), respectivamente.

Bem, começando por piso, ordem pela qual organizei a visita…

Piso 0 – “Mascaras da Ásia”

“Máscaras da Ásia” é a primeira exposição temporária apresentada pelo Museu do Oriente, exposição marcada pela expressão dos medos, necessidades e crenças dos mais variados povos habitantes da Ásia.

Nesta exposição podem observar máscaras provenientes de vários países da Ásia, como a Índia, China, Sri Lanka, Japão, Tibete, entre outros, máscaras usadas para as mais variadas formas de expressão. No caso da Índia, por exemplo, as máscaras são usadas em danças que misturam lendas locais com episódios das epopeias indianas, o que é claro não é uniforme em toda a Índia, uma vez que cada zona tem o seu tipo de interpretação artística. Por exemplo, em Benguela, as danças são predominantemente religiosas, na zona Ocidental de Benguela usam-se danças com movimentos acrobáticos. No caso da China, as máscaras são usadas no Muxi, um tipo de rito de exorcismo ou no teatro Dixi onde os heróis se representam por potências estelares.

De entre interpretações religiosas e representações do quotidiano, ou ainda sátiras de carácter político-social, ou ainda receios e necessidade, é eminentemente isto que encontramos quando olhamos para esta exposição, quando olhamos para “Yama”, o deus da morte no “Krishna”, ou “Varaha”, ou dos “Sanni Yaka” da Coreia… Porque é isso que ser humano precisa, de materializar os seus medos e necessidades, talvez porque seja mais fácil lidar com os problemas, talvez porque a criação artística seja também uma necessidade, o que é certo é que a alegria, desânimo ou medo estão claramente materializados nesta fantástica colecção que aconselho… aconselho, e volto a frisar, aconselho vivamente.

Piso 1 – “Presença Portuguesa na Ásia”

Esta colecção, que se desenvolve por todo o 1.º piso, não é passível de uma análise psicológica, mas sim de uma análise das relações económicas e sociais que Portugal estabeleceu com os países Asiáticos, como é caso o Japão, a China e a Índia (principalmente), como é exemplo a prata fina do Japão, ou as sedas e a porcelana da China. Podemos ainda observar dados relativos à invasão religiosa organizada pelos Jesuítas, que, devido às suas imposições, sofreram violentas represálias, represálias essas estendidas aos portugueses em geral, que resultam mais tarde na expulsão dos portugueses do Japão e de algumas regiões da China.

Podemos ainda encontrar neste Museu peças de porcelana, objectos utilitários orientais, trajes de Samurais ou tapeçarias valiosíssimas, biombos maravilhosamente pintados, entre muitos outros despojos da passagem portuguesa pela Ásia.

Piso 2 – “Deuses da Ásia”

Bem, confesso que este andar não visitei com o cuidado que devia, já estava apertado de tempo, mas bem, aqui vai uma breve descrição…

Esta exposição desenvolve-se no 2.º piso, e foi organizada a partir da Colecção Kwok On, colecção representativa das artes performativas e grandes mitologias e religiões populares da Ásia. É indicada como uma das mais bem conservadas e bem qualificadas colecções, à escala europeia. Podemos lá encontrar ainda máscaras, trajes, marionetas, dragões, pinturas e estátuas que contam histórias, lendas e crenças, um pouco como a exposição “Máscaras da Ásia”, mas claro, numa extensão maior de formas de expressão artística.

Bem, bem, meus caros dummies, não me estico mais, ainda tinha mais fotos, mas ficaram uma… desastre. Digo ainda com sinceridade que vale a pena visitar o Museu do Oriente, paguei 2euros e passei uma tarde bem passada. E claro, colei-me a uma excursão de uma “escola qualquer” e aprendi umas coisinhas mais…

Saudações dummies, ilustres, aqui me despeço com amizade…

Cartoon - O significado

Posted Maio 8, 2008 by João Loff
Categories: Arte

Desenho, caricatura, brincadeira, sei lá, o estilo do cartoon é inconfundivel e único, mas a sua marca está no despertar “discreto” das consciências facilmente saciáveis e aborrecidas para ler o jornal para “além” do cartoon. O cartoon que a alguns meses atrás estava tanto na moda, abrange muito mais que aquele quadrado, aliás, a sua grande arma é mesmo, nesse quadrado, conseguir fazer mais mossa que muitas e infinitas linhas de texto de comentadores parciais e comprometidos com opiniões politicas da sua “ala”. O cartoon, descomprometido e solto, consegue “dizer” aquilo que muita gente quer, aquilo que muita gente não pode, aquilo que muita gente não quer!

Mas pelos vistos ainda há partes da sociedade atentas, despertas e expeditas o suficiente para trazer cartoons como este “à baila”, como é o caso deste, vencedor da X Edição do Porto Cartoon - World Festival, de nome “A Chama Olímpica” e brilhantemente desenhado por Augusto Cid (sim, um português ganhou um concurso internacional de cartoon e os nossos media, mais uma vez, passaram ao lado, talvez se o Mourinho tivesse ido fazer nudismo para o Meco houvesse uma reportagem).

JFLOFF - CARTOON -- Augusto Cid - A Chama Olimpica

Decidi falar deste cartoon muito especial, e que traz um tema que me mete especial “nojo” e raiva, o Tibete. Sim, está na moda falar do Tibete, mas porque não teve antes? Essa é que é a pergunta! Não venham com argumentação barata de aproveitamento da situação (Jogos Olímpicos) para “desculpar” a onda de protestos, não venham dizer para deixar os atletas competir, não venham dizer que é uma moda! Venham dizer que é um sério problema, a que a sociedade, extraordinariamente, fecha os olhos … Se bem me lembro, estou no século XXI, no ano de 2008, mas quando caio em mim e vejo que no mundo andam países ocupados, penso seriamente que o mundo parece querer voltar para a idade média! Sim ouviram bem, temos uma nação ocupada (e oprimida) por outra em plena “revolução tecnológica” e ninguém faz nada … será que é preciso produzir (fictícias) armas de destruição maciça para alguém ir lá? Não, não é preciso, e mesmo que houvesse não se iria fazer nada, resposta simples? China. Estamos a falar “da” nação (essa sim) da moda, da maior economia emergente do mercado mundial, e o que as outras grande nações e grandes economias (curiosamente muitas delas grandes potências militares) fazem? Nada. “Flex” como diria alguém guia, o que toda a gente faz a esta China é “bend over n’ take it”, aliás porque não dar um prémio merecido a esta grandiosa nação? Tomem lá o evento desportivo mais importante de todos, uns Jogos Olímpicos, para o vosso país ocupador, opressor e ditatorial.

É preciso acordar, é preciso mexer, é preciso não ter MEDO …

The Bucket List

Posted Abril 30, 2008 by furt4d0
Categories: Cinema

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Depois de uns tempos sem escrever, eis que o chefão me disse “Rapaz, eu não te pago para jogares World of Warcraft, por isso vê lá se escreves o teu post do mês!”. Acho que é de frizar que ninguém me paga… Enfim, depois do meu agoiro inicial, dedico-me agora a um filme que todos devem conhecer mais não seja por unir dois dos mais prestigiados actores de sempre do cinema mundial: Jack Nicholson e Morgan Freeman que contracenam no filme The Bucket List, ou, em português, Nunca é Tarde Demais. Deixo desde já o meu agrado pela tradução do título. Por vezes as traduções fazem tão pouco sentido como o filme em si, mas desta vez os tradutores até foram muito perspicazes

Quer Morgan Freeman, quer Jack Nicholson dispensam apresentações e a ideia de Rob Reiner (realizador) de juntar tais nomes é, antes de tudo, arriscada a meu ver. Porquê? Talvez por serem dois pesos-pesados de Hollywood e haver uma maior probabilidade de chocarem nas suas acções, mas notou-se que profissionalismo é algo que não falta a estes dois veteranos que se portaram muito bem. Um bravo a ambos: BRAVO!

Agora, aviso já sobre spoilers que o texto vai conter. O filme trata de dois doentes em fase terminal, um deles milionário, o outro nem tanto. Carter Chambers (Morgan Freeman) faz de mecânico que trabalhou a sua vida toda para poder dar aos seus filhos a melhor vida possivel enquanto Edward Cole (Jack Nicholson) é um milionário dono de hospitais, incluindo o qual onde ambos estão internados. O filme inicia com pequenos avanços entre ambos até que Carter decide fazer a sua Bucket List, uma lista de coisas a fazer antes de bater a bota (before we kick the bucket - segundo as palavras de Edward) e é aí que ambos decidem fazer as coisas mais incomuns para alguém tão idoso como paraquedismo, subir os Himalaias. Neste caso, Carter vive um pouco desgostoso com a sua vida familiar enquanto Edward é simplesmente… Digamos, um pouco fora do comum dos comuns dos mortais

A conclusão é simplesmente genial e eu não adivinharia que acabaria assim. Não vou dizer, não vou estragar o filme todo a quem ainda não viu, mas no final, podemos dizer que são riscadas da lista, coisas que as pessoas não imaginariam que seriam realizadas da maneira que foram como o facto de terem de beijar a rapariga mais bonita do mundo (salvo erro)

Devo salientar também um outro actor, Sean Hayes, que faz de Thomas, assistente de Edward. Não é de facto uma personagem muito interveniente no filme, mas as poucas vezes que aparece dá mais um pouco daquele humor simples mas que no filme fica tão bem que rimos para nós naquele riso baixinho de quem realmente está afectado pelo todo do filme

Vou terminar o meu post com uma pequena opinião pessoal: o filme está muito bom. O facto de juntar actores como Jack Nicholson e Morgan Freeman pareceu-me uma estratégia de marketing para o filme, mas a verdade é que não poderia ter ficado mais agradado. O guião é simples, mas eficaz tal como todo o filme que é de uma essência e simplicidade indescritivel

Mais uma vez, um bravo a dois excelentes actores, mas não só: BRAVO e BIS!

Até à próxima, meus caros dummies

Era uma vez a Arte…

Posted Abril 13, 2008 by sirdummiel
Categories: Arte

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Boas novas meus dummies, há muito que por estas pradarias apenas rebolam arbustos, à semelhança dos desertos do “far-west”. Que se faça luz e haja inovação!

Foi por esta e outras razões que hoje, aqui, no “art4dummies” vos apresento o meu primeiro convidado, ou convidada, neste caso. O tema encomendado aqui à convidada esteve desde cedo no domínio da liberdade de expressão, e de assunto, até ver serão duas clausulas necessárias à criação artística, arte com a qual escreveu este excerto que nem me atrevo a formatar:

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Era uma vez a arte…

 

Está na moda ser artista. Está na moda dar uns toques numa guitarra e vestir de maneira “esquisita”. Está na moda cantarolar quando se percebe que se afinou uma nota (apenas uma) numa noite de Karaoke. Está na moda responder que “vou para artes” porque algum amigalhaço disse que os rabiscos dos cadernos de apontamentos são um máximo.

Dá vontade de dizer: “Não digam arte em vão!”

Vá…sabemos que um artista se constrói com rabiscos, mas só se é artista quando se sabe viver, querer, saber… Expressão! Um corpo fechado não dança a vida, antes arrasta-a em “Bossa Velha” que depois desafina. Mas quem desafina também tem coração (como disse um artista) como a Garota de Ipanema que passa com a sua graça.

 

O que interessa saber em que consiste a arte propriamente dita e quais as componentes que a constitui se não mostramos coração, mesmo que desafinado? Afinal, a arte sai do coração sempre afinada? A Beleza, a Harmonia, o Equilíbrio e mais umas quantas peças são demasiado “coisas de sentir” para as colocarmos em prateleiras, certinhas, arrumadinhas, girinhas.

A sala das emoções, a fábrica da arte precisa ser bela mesmo que não seja certinha; precisa ser harmoniosa mesmo que não lhe apeteça ser arrumadinha; precisa ser equilibrada mesmo que não pareça girinha. Se não for, como sai a arte? Como sai a vida?

Sobrevivida?

Sai virando páginas

Quebradas

Chateadas

Molhadas

Como se a vida fosse apenas sobrevivência…paciência. Não!

Não devia haver paciência para sobreviver, tal como não há paciência para esperar numa fila para o teatro.

Antes viver pouco mas viver…com arte.

Dar um sorriso sem ser amarelo tornou-se tão raro que acredito que quem o faz seja um artista (de apetecer pedir-lhe um autografo). Tal como amar. Chiiiiiiiuuu!!!! Deixem ouvir amar. Amar é arte: “Não digam o amor em vão!” – afirmou-me um músico.

Não estamos presos em quadradinhos de BD, apesar de muitas vezes parecer. Saltamos de momento em momento como uma sequência de passos de Rock, que o que mais queremos é sair daquele Roll.

Não atingimos equilíbrio nas cores com que pintamos o cenário por onde passamos todos os dias, que acabamos por querer desfazer o desenho, sair de cena mesmo antes de fechar a cortina.

A vida não tem medidas de manequim, mas é bela.

Podemos não ser fãs de música clássica, não perceber nada de pintura, não saber cantar, nem fazer um risco direito por isso… não vamos ser actores.

Construir uma longa-metragem no pensamento só cria ilusão quando voltamos a olhar para o espelho e reparamos que não somos mais o actor principal. Porquê?

Não te coloques como figurante se tens um camarim só para ti: a rua. Mas esquece o guião, os ensaios… simplesmente vive. Nada de fazer copy-paste.

Expressa-te como se a tua vida fosse uma tela virgem e combina tudo, pensa, faz um esboço, corrige, experimenta outras cores, inspira-te. Faz aquilo que só o ser humano pode fazer. Quebrar silêncios do lado de dentro e ser artista.

A revolta faz tremer o pincel, a raiva faz tremer a voz, a intriga não inspira, o ódio parte as cordas do baixo e deixa-nos… em baixo.

Não temos que ser todos iguais… do Barroco à Popart há imensa escolha! O importante é soltar a veia sem medo de deitar muito sangue. A parte do sangue é nota de pauta mas “the show must go on!”. Toca, mesmo sabendo que todos os acordes não saem muito bem, mas fazem bem ao artista. Bem.

Agora vou escrever a parte séria.

Um dos infindáveis conceitos de arte: “Actividade humana ligada a manifestações de ordem estética que estimulam os sentidos, transmitindo emoções e/ou ideias (vão ao wikipedia…é só fazer copy-paste).

 Era uma vez a arte…

 

Filipa Cunha

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Bem, dizer um pouco mais que seja seria retirar espaço de blog a uma prosa tão doce, que se define ao lado da mais fundamental “raison d’être” do nosso blog.

Continuem atentos às próximas edições, e claro, COMENTEM, “com força”. Um grande abraço deste dummy.

Carandiru

Posted Abril 5, 2008 by João Loff
Categories: Cinema

Há realidades que a sociedade sempre quis fugir, esconder, ocultar, a realidade das prisões parece ser uma delas. No dia 2 de Outubro de 1992, ocorreu um motim na prisão do estado de São Paulo, mais conhecida por Carandiru. Desse motim resultou a morte de 111 presos (ou talvez mais segundo alguns) desarmados e rendidos à força da carga policial. Este factos são reais e são estes factos que “Carandiru” relacta.

Tendo como base o livro Estação Carandiru, do médico Drauzio Varella, que conta a sua batalha contra a SIDA dentro da prisão de Carandiru, ficamos a conhecer as caras e as histórias por detrás de alguns dos rostos massacrados do tempo passado na prisão. São estas caras que nos chamam à terra e que nos dizem que estas pessoas cometeram erros, mas que muitos deles têm uma vida, tal como nós, que deve ser preservada e cuidada.

Esta parte inicial do filme onde somos confrontados com um conjunto disperso de histórias chama-nos à realidade de uma prisão (ou aquilo que imaginamos dela) para que a nossa consciência esteja aberta e atenta aos momentos que se seguem. É a droga, a SIDA, a loucura da clausura, a doença, a falta de condições, todas estas partes da socieadade que viramos as costas e olhamos para o lado, mas que parece que na prisão se aglomeram, juntam-se e misturando-se. Quando todos sabem que esta mistura dá explosão, mais cedo, ou mais tarde.

Foi o que aconteceu em Carandiru, nesse 2 de outubro, todas aquelas pessoas explodiram, fartas daquela realidade e da ignorância de uma sociedade que lhes continuava a virar as costas. “Talvez assim” pensaram muitos deles, parece que tinham razão. O motim e a carga policial fica registada neste filme com um conjunto de imagem que roçam a interpretação filosófica das mesmas. O realizador não “mostra” apenas, discute com o espectador, dá-lhe a entender que há algo mais, talvez mesmo numa realidade perto dele. Diz-lhe “Está atento!”, pois a luta desigual aparece em todos os cantos, em todos os niveis da sociedade, em todos os quadrantes …

Tal como na nossa sociedade, em Carandiru tudo passou, tudo se lavou e esqueceu. Talvez assim as pessoas não notem as manchas que ficaram no chão, “Esfreguem com muita força que a mancha sai.” o problema e que muitas vezes a mancha não quer sair, ou então aparece uma mancha nova que nos faz lembrar as manchas antigas, até que temos de mandar fora, porque já está muito manchada.

Dressage, uma arte!?

Posted Março 10, 2008 by sirdummiel
Categories: Arte

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Antes de mais, “…um bom dia meus caros dummies.”, a rotina traz-me novamente ao encontro de um novo tema. A dificuldade em encontrar temas para esta semana, revelou-se particularmente difícil, os trabalhos que se desenvolvem semanalmente nem sempre estão de acordo com os que este “blog” pressupõe. No entanto cá vão as definições:

 

O Dressage, ou Ensino, como é tratado no meio, é uma arte equestre, que pretende o ensino do cavalo nos mais variados exercícios requeridos em prova, na qual o cavaleiro terá de os executar com a maior amplitude de movimentos e expressão, flexibilidade e ligação ao cavalo.

 

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Ora bem, esta foi uma definição um pouco geral, passarei a explicar. O dressage nasceu na Grécia antiga, com a necessidade de formar cavalos para o exército, o que obrigava a existência de uma garantia de controlo dos cavalos, deste modo, os “picadores” se aperceberam dos conceitos que teriam de ser aplicados no desenvolvimento das aptidões físicas e psicológicas dos cavalos, tais como a regularidade e sequência no ensino e o desenvolvimento dos andamentos, bem como o equilíbrio, tanto do cavalo como do cavaleiro.

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Não é difícil imaginar a evolução dos conceitos da boa equitação no dressage se colocarmos em análise o desenvolvimento físico do cavalo ao lado do desenvolvimento desportivo do Homem, veremos claramente que as ideias são análogas e baseiam-se, inicialmente na experiência, e com o evoluir dos tempos em tecnologias desenvolvidas, não só ao nível da computação, mas também com “sistemas de rédeas” e métodos de trabalho que pela sensibilidade do instrutor visam o desejado desenvolvimento do cavalo.

Existe uma grande diferença entre a preparação do cavalo de dressage e a sua prestação em prova, em prova, o cavalo e cavaleiro (conjunto) devem demonstrar-se calmos, e unidos no movimento, os movimentos do cavaleiro devem ser o máximo imperceptíveis e os movimentos do cavalo o mais amplos, ritmados, equilibrados, “para diante”, e precisos, de modo a que o conjunto cumpra os exercícios pretendidos pelo nível da prova, que vão desde círculos e transições, a passagens de mão a tempo e piruetas a galope, entre muitos outros. Em trabalho ou preparação, o cavaleiro pode dar-se ao “luxo” de executar movimentos mais bruscos, ou de executar exercícios fora da ordem da prova, ou mesmo de executar exercícios diferentes da prova de modo a melhorar a prestação noutros exercícios, é o exemplo das “cabeças ao muro” ou “espáduas a dentro”, no entanto, os métodos de trabalho visam sempre a perfeição que se pretende em prova portanto nunca se pode o cavaleiro desviar do objectivo.

 

Perante uma descrição tão técnica, parece-nos certo refutar a palavra “arte” associada à equitação, no entanto, é a sensibilidade do cavaleiro e equitador e a sua interpretação do cavalo como um sistema, em termos psicológicos e físicos, que permite o funcionamento e validade desta modalidade cheia de “glamour”, e portanto a demonstração de perfeição e elegância que o cavalo já possui e na qual o Homem tenta dar uma ajuda.

Humm… interessante… tenho que experimentar!!!

Ainda bem que pensam assim, se tiverem dúvidas, comentem, uma vez que o artigo está num “blog”, há muitos conceitos que não expliquei. Um grande abraço,

Eduardo Charters Morais.

p.s: Aqui vão uns “link”es para vos esclarecer em alguns pontos: www.lusodressage.com/apd.asp, www.equitação.com ou ainda www.fep.pt

 

 

 

 

Dennou Coil

Posted Fevereiro 16, 2008 by João Loff
Categories: Anime

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A vida tem destas coisas, ao virar da esquina uma masterpiece… É isto que Dennou Coil é uma obra de génio em todo o seu explendor, que nos enche a alma, o coração, o pensamento até ao mais pequeno e infimo lugar, é este o efeito das obras primas! O génio é Mitsuo Iso, primeiro trabalho como director e escritor, mas responsavel por animações tão conhecidas como Ghost in the Shell, Neon Genesis Evangelion e Porco rosso.

Quando comecei a ver este anime sabia que iria assistir a algo de bom. A primeira vez que ouvi falar nele foi através do Anidb, onde tinha arrebatado (após meses de liderança) o lugar de topo a outro anime Nodame Cantabile (está na lista de “a ver”), por isso decidi investir nos 26 episódios deste anime … depois de mais de 70 episódios de House, porque não uma coisa mais pequena?
Dennou Coil começa como uma história banal, uma miuda juntamente com a sua irmã, mudam de cidade, de escola, de amigos e vão viver para Daikoku City, onde mora a sua avó e onde tinha morado o seu avô (antes da sua morte). É nesta cidade que se desenrola toda a acção de Dennou Coil, é esta cidade que quase nos abraça e nos coloca a nós dentro dela como um espectador presente da acção. Esta história gira à volta de crianças (na casa dos 11 anos), o que fornece à história um aspecto humano algo diferente, pois aquanda da visualização, e apesar da grande natureza dos seus actos, podemo-nos esquecer que estamos a lidar com crianças, então quando voltamos a analisar as acções tomadas, aprecebemo-nos da sua grandeza e generosidade. A história de Dennou Coil como já disse começa banalmente, os primeiros episódios para além da introdução a todo um novo ambiente, fornecem-nos uma visão de todos os relacionamentos entre personagens existentes sendo um prazer ver toda a acção, que embora não contribua em muito para a história, ajuda-nos a estabelecer uma imagem mental extremamente complexa e profunda do caracter das personagens. Estes episódios são doces, conseguimos ver todos os detalhes e promenores da caracterização das personagens pelo que se torna essencial e especial assistir aos mesmos. A segunda parte da história é onde o mistério vêm mais ao de cima … a história começa a desenvolver-se e todas as voltas e reviravoltas na acção acontecem. Digo-vos que a partir desta parte é dificil parar de ver com um entusiasmo elevado e sempre com o “coração nas mãos”! Ficamos sempre na expectativa e à espreita do próximo evento e do que vai acontecer às “nossas” personagens!

A primeira reacção que temos a um anime é sempre de: “Onde estou?”, pois bem, este anime consegue de uma forma suave introduzirnos num mundo extremamente completo e bem construido de uma forma gradual, introduzindo-nos a diversos elementos da acção, que irão estar presentes ao longo de toda a acção, de uma forma gradual e bem estruturada, dando tempo ao espectador para assimilar os novos conceitos. É de referir que nem todos os animes conseguem com que esta introdução seja suave, o que por vezes dificulta o restante visionamento do anime (caso de Eureka Seven - outro big one).
Após a introdução ao diversos conceitos e personagens, ficamos com a ideia de todo o ambiente que rodeia Dennou Coil … E que ambiente! É dos ambiente mais completos que alguma vez vi! Somos introduzidos num mundo de futuro onde se descobriu que o mundo é rodeado de “cibermatéria” que pode ser reajustada e configurada pelo ser humano. Para ter acesso a esta visão do mundo foram criados um oculos especiais. É este o ambiente “simples” de Dennou Coil, que parece extraordinariamente bem desenvolvido e aproveitado durante toda a acção!

A banda sonora simples e subtil, mas sempre presente, consegue ajudar, uma vez mais, ao ambiente doce e misterioso de Dennou Coil confirmando uma vez mais que o simples é o mais dificil. Por fim o ultimo aspecto que está presente durante todo a anime, e que contribui para toda a magia em volta é a animação cuidada. Dennou Coil é desenvolvido com Outro aspecto que nos salta logo à vista é a qualidade de animação, esta animação chamada “watercolor and pastel”, o que dá-nos uma noção de antiguidade e de principalmente memórias, o que nos faz viajar até às nossas infâncias e que nos envolve cada vez mais.
Não podemos deixar para trás obras primas, pois as marcas que elas nos deixam mudam-nos como ser humano! Dennou Coil é imperdivel por todos os sentimentos que passam por nós durante a visualização, desde alegria a tristeza profunda … É imperdivel pelas lições de amizade e companheirismo que nos fazem pensar e repensar … É imperdivel pelas lições de vida que nos fornece … É imperdivél porque é uma das melhores histórias do nosso tempo! Obrigado por tudo Dennou Coil!

Até à próxima …